
…e porque nenhum blog começa com ‘Era uma vez’…
Era uma vez (porque começar as histórias com “era uma vez” é bonitinho) uma cidade bem distante, onde todas as meninas possuíam cabelos escuros e encaracolados. Dessa cidadezinha podia-se avistar uma estrela bem grande e bonita, superior às outras. E, acreditava-se que, quem chegasse a essa estrela, seria a pessoa mais feliz do mundo. O único meio de chegar até ela, dizia a lenda (porque toda história deve ter uma lenda), era ficar com a alma tão leve até o corpo flutuar.
Esse objetivo parecia quase impossível, até que um dia alguém, que ninguém sabe ao certo o nome ou quem seja, disse que meninas que clareassem e alisassem seus cabelos conseguiriam dar a leveza à alma, e assim conquistar a tão desejada felicidade da estrela.
Com o passar do tempo, maioria dessas meninas já haviam modificado “suas cabeças”, almejando assim, flutuar e chegar ao topo. Mas, uma dessas meninas, não acreditou muito nessa teoria. Ficou perdida e confusa com tudo aquilo que aconteceu. Questionou, mas sentiu que nunca ia chegar a saber a verdade. No final, depois de pensar muito sobre o que fazer com seu cabelo, decidiu desistir de chegar à estrela.
Ela simplesmente resolveu deitar seus cachos no gramado, e observar essa estrela todas as noites.
O final da história? Quem foi a mais feliz das meninas da cidade?
Isso fica pro próximo capitulo, ou talvez não. É aqui que se encontra a diferença dessa e das outras histórias. Não há como saber se haverá um final feliz.
M.P.


